quinta-feira, 30 de julho de 2026

Carta Pé Filatélica para Newton, Gordon & Johnson com menção aos capitães Seton, Shaw, Cleaveland e aos navios Mary Ann e Alexander (1790) GB-CC-1790-LON-MAD

1. IDENTIFICAÇÃO GERAL

Tipo de peça
Carta comercial pré-filatélica manuscrita.

Origem
Saint Helens Road, Ilha de Wight, Inglaterra.

Destino
Messrs. Newton, Gordon & Johnson, Merchants, Madeira.

Data da carta
7 de março de 1790.

Data de receção anotada
1 de abril de 1790.

Emissão filatélica associada
Não aplicável (período pré-filatélico).

Remetente
John Shackleford.

Destinatário
Newton, Gordon & Johnson, comerciantes estabelecidos na Ilha da Madeira.


2. DESCRIÇÃO MATERIAL E FILATÉLICA

Suporte

Carta manuscrita em papel dobrado, utilizada simultaneamente como correspondência e sobrescrito, segundo a prática corrente do final do século XVIII.

Franquia

Ausência de selo, tratando-se de correspondência anterior às reformas postais do século XIX.

Carimbos

Não se observam carimbos postais ou marcas oficiais de trânsito nas imagens disponíveis.

Marcas e anotações manuscritas

Sobrescrito

Endereço:

Messrs. Newton Gordon & Johnson
Merchts.
Madeira

Anotações de arquivo

London
the 7 March 1790
John Shackleford
Received 1 April
Answ.ᵈ 20 D.º 1790

Estas anotações aparentam corresponder a registos administrativos do destinatário, documentando a receção e posterior resposta à missiva.

Elementos comerciais mencionados

A carta menciona explicitamente:

  • os navios Mary Ann e Alexander;
  • os capitães Seton, Shaw e Cleaveland;
  • quatro marcas comerciais para identificação de barricas: HB, E P, MD e I F S.

3. ANÁLISE POSTAL E HISTÓRICA

Interpretação do percurso postal

Evidência documental

A carta foi redigida em Saint Helens Road, Inglaterra, em 7 de março de 1790.

O texto informa que a correspondência seria transportada pelo Capitão Seton, comandante do navio Mary Ann, para entrega direta aos destinatários na Madeira.

Existe uma anotação de receção datada de 1 de abril de 1790.

Interpretação fundamentada

⚠️ A ausência de marcas postais sugere que a carta não circulou pela via postal formal, tendo sido confiada diretamente ao comandante de uma embarcação mercante, prática frequente na correspondência comercial internacional do século XVIII.

⚠️ O intervalo de cerca de 25 dias entre a redação e a receção é compatível com uma travessia marítima entre a costa sul de Inglaterra e a Ilha da Madeira.


Contexto marítimo complementar

Evidência documental

A carta menciona os navios Mary Ann e Alexander, bem como os capitães Seton, Shaw e Cleaveland.

Contexto documental externo

Uma carta comercial distinta conservada em coleçãoparticular e estudada por Hogshead Wine refere um navio denominado Alexander comandado pelo Capitão Reid (Captain Reid), envolvido no transporte de vinho da Madeira e correspondência mercantil por via privada.

Interpretação fundamentada

⚠️ A existência documentada de um navio Alexander comandado pelo Capitão Reid demonstra que esta designação era utilizada em circuitos comerciais ligados ao comércio do Vinho da Madeira na mesma época. Contudo, não existe atualmente evidência suficiente para afirmar que se trata do mesmo navio mencionado na carta de John Shackleford nem para estabelecer qualquer relação direta entre o Capitão Reid e os capitães citados no manuscrito.


Contexto histórico

A carta constitui um testemunho direto do comércio atlântico britânico em finais do século XVIII. O remetente encontrava-se em preparação para uma viagem à Jamaica e organizava previamente o fornecimento de vinho da Madeira para consumo pessoal e para posterior reexportação.

O texto evidencia a existência de uma rede logística internacional envolvendo Inglaterra, Madeira e Jamaica, articulada através de navios mercantes independentes.

Contexto económico

A correspondência documenta uma encomenda de:

  • três pipas de vinho da Madeira;
  • um hogshead de vinho velho para consumo na Jamaica. O remetente distingue claramente o vinho destinado à exportação para Inglaterra daquele que pretendia consumir durante a sua permanência nas Caraíbas.

A carta demonstra igualmente a utilização de crédito comercial internacional através da instrução:

"value yourselves as usual for the amount on my friend"

o que indica a liquidação da encomenda através de intermediário financeiro ou agente comercial.

Contexto institucional

A firma Newton, Gordon & Johnson era uma das mais importantes casas exportadoras de Vinho da Madeira do século XVIII. Em 1790 utilizava precisamente esta designação social, tendo posteriormente evoluído para Newton, Gordon, Murdoch & Co. e, mais tarde, para a histórica Cossart Gordon & Co.


4. TRANSCRIÇÃO

Sobrescrito

Messrs. Newton Gordon & Johnson
Merchts.
Madeira

Anotações de arquivo

London
the 7 March 1790
John Shackleford
Received 1 April
Answ.ᵈ 20 D.º 1790


Excerto principal do conteúdo

I wrote you a few days ago thinking to have been in time for Captain Cleaveland but I find he had sailed sooner than I expected... I therein desired you to send me by him three Pipes of the best particular Wine... one marked HB one E P the other marked MD ... also one Hogshead for my own use while I stay in Jamaica ... please to let this last be old Wine, the other may be new...


5. COMENTÁRIO INTERPRETATIVO

Factos observáveis

Carta comercial datada de 7 de março de 1790.

Remetente identificado como John Shackleford.

Destinada à firma Newton, Gordon & Johnson, na Madeira.

Solicita envio de vinho da Madeira.

Refere navios e capitães concretos envolvidos no transporte.

Possui registo de receção e resposta.

Utiliza marcas comerciais para identificação das mercadorias.

Interpretações fundamentadas

⚠️ A carta ilustra o funcionamento das redes mercantis britânicas que ligavam a Europa às Caraíbas.

⚠️ Parte do vinho destinava-se provavelmente a beneficiar do envelhecimento durante o transporte atlântico, prática associada ao prestígio do Vinho da Madeira.

⚠️ A correspondência constitui um exemplo de correio transportado por navio mercante fora dos circuitos postais oficiais.

Aspetos que requerem validação adicional

  • Identificação biográfica completa de John Shackleford.
  • Relação comercial específica entre Shackleford e Newton, Gordon & Johnson.
  • Identificação do agente financeiro referido na carta.
  • Determinação do valor económico da encomenda.

6. VALOR FILATÉLICO E CURATORIAL

Esta peça possui um valor curatorial excecional por reunir, num único documento, evidências diretas do comércio internacional do Vinho da Madeira, das redes mercantis britânicas e dos circuitos de circulação da correspondência comercial no Atlântico durante o final do século XVIII. A carta documenta uma operação concreta de encomenda e transporte de vinho, permitindo identificar intervenientes, mercadorias, percursos e mecanismos financeiros utilizados no comércio transatlântico da época.

Do ponto de vista da História Postal, constitui um testemunho relevante da circulação de correspondência transportada por capitães mercantes fora dos circuitos postais formais, prática frequente entre negociantes envolvidos no comércio oceânico. A ausência de marcas postais oficiais é compensada pela riqueza informativa do conteúdo, que permite reconstruir parcialmente a logística da operação comercial.

O documento apresenta ainda elevado interesse para a História Económica e para o estudo do património vitivinícola da Madeira. A encomenda distingue vinhos destinados ao consumo imediato de vinhos destinados a completar uma viagem atlântica antes do regresso à Inglaterra, ilustrando práticas comerciais associadas ao fenómeno do envelhecimento do Vinho da Madeira durante as travessias oceânicas. 

Particularmente relevante é a menção explícita aos capitães Cleaveland, Seton e Shaw, bem como aos navios mercantes Mary Ann e Alexander, elementos que testemunham uma rede atlântica operacional entre a Inglaterra, a Madeira e a Jamaica. Estas referências permitem contextualizar a carta no âmbito das ligações marítimas que sustentavam o comércio britânico no Atlântico e conferem ao documento um interesse acrescido para estudos de história marítima e de transportes. 

A identificação segura da firma destinatária, Newton, Gordon & Johnson, uma das mais importantes casas exportadoras de Vinho da Madeira do século XVIII e antecessora da atual Cossart Gordon & Co., reforça significativamente o valor documental da peça e a sua relevância para coleções especializadas em comércio atlântico, história empresarial e património vínico. 

Interesse filatélico

Elevado, pela sua natureza pré-filatélica e pelo contexto de circulação internacional.

Interesse marcofílico

Limitado, devido à ausência de marcas postais identificáveis.

Interesse histórico-postal

Muito elevado.

A peça documenta formas de transporte da correspondência comercial internacional antes da consolidação dos sistemas postais modernos.

Interesse documental

Excecional.

Trata-se de uma fonte primária contemporânea do comércio atlântico do século XVIII.

Interesse económico

Excecional.

Documenta práticas de encomenda, expedição, financiamento e comercialização do Vinho da Madeira.

Interesse de filatelia social

Muito elevado.

Permite estudar redes humanas, comerciais e marítimas que ligavam Europa, Atlântico e Caraíbas.

Interesse expositivo

Excecional.

Adequada para exposição em secções dedicadas a:

  • História Postal Marítima;
  • Comércio Atlântico;
  • Vinho da Madeira;
  • Redes mercantis britânicas;
  • Filatelia Social e História Económica.

Grau de raridade

⚠️ Indeterminado.

Contudo, a conjugação de:

  • destinatário histórico identificado;
  • conteúdo comercial completo;
  • referência a navios concretos;
  • datação pré-filatélica;

confere elevada relevância documental.

Potencial

Aspeto

Avaliação

Coleção especializada

Muito elevado

História Postal

Muito elevado

História Económica

Excecional

Exposição FIP

Muito elevado

Publicação científica

Excecional

Investigação futura

Muito elevado


7. SUGESTÃO DE TEXT ALT

Carta comercial pré-filatélica manuscrita enviada por John Shackleford para a firma Newton, Gordon & Johnson, comerciantes estabelecidos na Ilha da Madeira, datada de 7 de março de 1790. A correspondência, transportada por via marítima, contém instruções para a encomenda de pipas de Vinho da Madeira destinadas à Jamaica e posterior reexportação para Inglaterra. Conserva anotações contemporâneas de receção e resposta, constituindo um importante testemunho das redes do comércio atlântico e do comércio vinícola madeirense no século XVIII. Exemplar do acervo do Museu de Filatelia Sérgio Pedro.


8. CODIFICAÇÃO

Código proposto

GB-CPR-1790-STH-MAD-WINE

Tabela explicativa

Bloco

Código

Significado

País de origem

GB

Grã-Bretanha

Tipo

CPR

Carta Pré-Filatélica

Ano

1790

Data da carta

Local de origem

STH

Saint Helens Road

Destino

MAD

Madeira

Tema

WINE

Comércio do Vinho da Madeira


9. REFERÊNCIAS

Fontes primárias

  • Carta comercial de John Shackleford para Newton, Gordon & Johnson, 7 de março de 1790. 
Fontes secundárias
  • Hancock, D. (2009). Oceans of Wine: Madeira and the Emergence of American Trade and Taste. Yale University Press.
  • Blandy, J. M., & Fernandes, C. (Eds.). (2001). The History of Madeira Wine. Blandy's Wine Lodge.
  • Mule, H. (1990). British Postal History. British Philatelic Trust.
  • Hogshead Wine. (2020, outubro 5). Anatomy of a Madeira letter recipient's address. Recuperado de https://hogsheadwine.wordpress.com/2020/10/05/anatomy-of-a-madeira-letter-recipients-address/

10. NOTAS METODOLÓGICAS

Limitações da análise

A presente ficha baseia-se na observação direta da peça e numa transcrição paleográfica praticamente integral do manuscrito, considerada atualmente muito próxima de uma leitura diplomática rigorosa. O conteúdo da carta apresenta elevada coerência interna, sendo possível identificar com segurança o remetente, o destinatário, a datação, os navios, os capitães mencionados, a natureza da encomenda e a lógica comercial subjacente.

Persistem apenas algumas questões de investigação que não decorrem de dificuldades de leitura do documento, mas da necessidade de aprofundamento histórico e prosopográfico dos intervenientes e das redes comerciais envolvidas. Entre estas incluem-se a identificação biográfica completa de John Shackleford, a caracterização das relações comerciais mantidas com a firma Newton, Gordon & Johnson e a eventual reconstrução documental dos percursos específicos dos navios referidos na correspondência.

Níveis de certeza

Evidência documental direta

  • Remetente: John Shackleford.
  • Destinatário: Newton, Gordon & Johnson, Merchants, Madeira.
  • Data da carta: 7 de março de 1790.
  • Receção registada em 1 de abril de 1790.
  • Pedido de três pipas de vinho e um hogshead de vinho velho.
  • Referência aos navios Mary Ann e Alexander e aos capitães Seton, Shaw e Cleaveland.
  • Utilização de marcas comerciais HB, EP, MD e IFS para identificação das mercadorias.

⚠️ Questões ainda em investigação

  • Biografia completa de John Shackleford.
  • Identificação do agente financeiro referido na operação.
  • Quantificação económica da encomenda.
  • Localização de documentação complementar da firma Newton, Gordon & Johnson.
  • Confirmação documental dos percursos exatos dos navios mencionados.
  • Identificação rigorosa do navio Alexander mencionado na carta.
  • Determinação do respetivo comandante e reconstrução do seu percurso comercial.
  • Verificação de eventual correspondência com o navio Alexander comandado pelo Capitão Reid referido noutras cartas madeirenses contemporâneas.

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Carta Pré-Filatélica de Londres para a Madeira com Encomenda de Vinho da Madeira (1774) GB-CCM-1774-LON-MAD,


1. IDENTIFICAÇÃO GERAL


2. DESCRIÇÃO MATERIAL E FILATÉLICA

Caracterização do suporte

Carta manuscrita em papel vergé (laid paper), dobrada segundo o sistema habitual da correspondência comercial do século XVIII, funcionando simultaneamente como carta e sobrescrito.

Dimensões da folha aberta:

  • 374 mm × 227 mm

O papel apresenta:

  • linhas vergé horizontais finas e regulares;
  • linhas de cadeia (chain lines) verticais;
  • elevada transparência;
  • fabrico manual típico de papel de trapo (linho e algodão).

A filigrana e a estrutura do papel são claramente visíveis por transparência. 

Selos

Não aplicável.

A peça é anterior à reforma postal britânica de 1840 e à introdução dos selos adesivos.

Carimbos

Não foram identificados carimbos postais ou marcas oficiais de trânsito.

Outros elementos postais

Endereço manuscrito

Messrs. Newton & Gordon
In Madeira

Anotações de arquivo

No verso observam-se registos manuscritos:

London
the 4 November 1774
Robert Jackson
Recd. 4 Decemʳ 1774
Ansd. 28 Febʳʸ 1775

Lacre

A carta conserva o seu lacre original de cera vermelha. 

Características observáveis:

  • cera vermelha;
  • aplicação manual;
  • fratura provocada pela abertura;
  • vestígios de selo sigilar em relevo;
  • conservação parcial.

Análise sigilográfica

Observam-se:

  • cercadura perolada;
  • possível elemento heráldico superior;
  • relevo parcialmente destruído.

Não é possível identificar com segurança o brasão ou proprietário do sinete.


Filigrana (Marca de Água)

Descrição

A filigrana revela:

  • coroa superior;
  • ornamento central de caráter heráldico;
  • iniciais "GR";
  • composição vertical.

Identificação

Evidência documental

As letras "GR" são perfeitamente observáveis na filigrana.

⚠️ Interpretação fundamentada

A leitura mais plausível é:

GR = Georgius Rex

(monograma associado a Jorge III, rei da Grã-Bretanha entre 1760 e 1820).

A cronologia da carta coincide plenamente com o reinado de Jorge III.

Significado papeleiro

A filigrana é compatível com papel britânico de qualidade elevada produzido durante o século XVIII.

A sua presença constitui importante elemento de autenticação material do documento.


3. ANÁLISE POSTAL E HISTÓRICA

Interpretação do percurso postal

Evidência documental

A carta foi:

  • escrita em Londres em 4 de novembro de 1774;
  • recebida na Madeira em 4 de dezembro de 1774;
  • respondida em 28 de fevereiro de 1775. 

O tempo de circulação observado entre Londres e Madeira foi aproximadamente de um mês.

Conteúdo comercial

O remetente informa ter recebido presentes enviados por Newton & Gordon e agradece a sua receção. Solicita ainda:

  • estacas de videira Alicante ("Alicant Grape");
  • figueiras brancas ("white Figs");
  • preparação de uma encomenda de 10 pipas de vinho da Madeira.

Menciona igualmente a sua iminente partida para a Jamaica.

Contexto histórico

A carta insere-se no período de forte presença britânica no comércio madeirense.

Durante o século XVIII, a Madeira funcionava como ponto estratégico do sistema atlântico britânico, exportando vinho para:

  • Grã-Bretanha;
  • América do Norte;
  • Caraíbas.

Newton & Gordon integrava uma das importantes firmas vinculadas a esse comércio.

Contexto económico

A encomenda de:

10 Pipes of Madeira

constitui um dado de elevado interesse histórico.

A "pipe" ou pipa era uma das principais unidades de exportação do vinho da Madeira durante o século XVIII.

Circulação botânica

A referência ao envio de:

  • videiras Alicante;
  • figueiras brancas;

documenta igualmente a circulação de espécies vegetais entre Europa, Madeira e Caraíbas.

Relação entre papel, comércio e correio

Esta peça reúne simultaneamente:

Tal convergência transforma a carta num importante testemunho das redes mercantis atlânticas do século XVIII.


4. TRANSCRIÇÃO

Cabeçalho

London Nov:ʳ 4:th 1774

Destinatário

Mess:ʳˢ Newton & Gordon
Gentlemen

Excerto principal

I have received several of your Favours, accompanied with Presents which were very acceptable & for which I now return you my most hearty Thanks and at same time beg Leave to trouble you again to send me some Slips of the Alicant Grape, & of the white Figs... 

...our Friends H.I. will order me out 10 Pipes of Madeira... 

...If in my Power to serve you in Jamaica, whither I shall return in a few days...

Assinatura

Robert Jackson


5. COMENTÁRIO INTERPRETATIVO

Factos observáveis

✅ Carta datada de 4 de novembro de 1774.

✅ Expedida de Londres.

✅ Destinada à firma Newton & Gordon, na Madeira.

✅ Assinada por Robert Jackson.

✅ Recebida em 4 de dezembro de 1774.

✅ Respondida em 28 de fevereiro de 1775.

✅ Contém encomenda de 10 pipas de vinho da Madeira.

✅ Refere videiras Alicante e figueiras brancas.

✅ Refere regresso do remetente à Jamaica.

✅ Conserva lacre original.

✅ Conserva filigrana GR coroada.


Interpretações fundamentadas

⚠️ A carta integra uma rede comercial britânica entre Londres, Madeira e Jamaica.

⚠️ Newton & Gordon desempenhava papel ativo na exportação de vinho da Madeira.

⚠️ A filigrana GR corresponde muito provavelmente ao monograma Georgius Rex.

⚠️ O papel utilizado corresponde provavelmente a uma qualidade superior destinada a correspondência mercantil.


Aspetos que requerem validação adicional

❓ Identificação definitiva da firma ou indivíduo referido pelas iniciais "H.I.".

❓ Identificação do fabricante do papel.

❓ Identificação do navio transportador.

❓ Identificação do motivo heráldico completo do lacre.

❓ Correspondência exacta da filigrana em catálogos especializados (Heawood, Churchill ou Gravell).


6. VALOR FILATÉLICO E CURATORIAL

Interesse filatélico

Elevado.

Interesse marcofílico

Moderado.

Ausência de marcas postais, mas presença de elementos pré-postais relevantes.

Interesse histórico-postal

Muito elevado.

Interesse sigilográfico

Elevado.

Interesse para História do Papel

Muito elevado.

Interesse para História Económica

Excecional.

Interesse para História da Madeira

Excecional.

Interesse de Filatelia Social

Muito elevado.

Interesse documental

Excecional.

Interesse expositivo

Excecional.

Grau de raridade

Provavelmente raro.

Potencial para coleção

Muito elevado.

Potencial para exposição

Excecional.

Potencial para publicação

Excecional.

Potencial de investigação futura

Excecional.


7. SUGESTÃO DE TEXT ALT

Carta pré-filatélica comercial enviada de Londres para a Madeira em 4 de novembro de 1774, dirigida à firma Newton & Gordon. O documento manuscrito conserva o texto integral, anotações de receção e resposta, lacre original de cera vermelha e filigrana britânica coroada com as iniciais “GR”. O conteúdo refere a encomenda de dez pipas de vinho da Madeira, estacas de videira Alicante e figueiras brancas, documentando redes mercantis entre Londres, Madeira e Jamaica no século XVIII. Exemplar do acervo do Museu de Filatelia Sérgio Pedro.


8. CODIFICAÇÃO

Código Principal

GB-CPR-1774-LON-MAD-WINE

Código Expandido

GB-CPR-1774-LON-NGORDON-MADEIRA-JAMAICA-WINE

Tabela de Codificação


9. REFERÊNCIAS

Fontes Primárias

Carta manuscrita de Robert Jackson para Newton & Gordon, Londres, 4 de novembro de 1774. 

Bibliografia Recomendada

  • Heawood, Edward. Watermarks Mainly of the 17th and 18th Centuries.
  • Churchill, W. A. Watermarks in Paper in Holland, England, France, etc.
  • Vieira, Alberto. Estudos sobre o comércio do vinho da Madeira.
  • Obras de História Postal Portuguesa e História Económica Atlântica.

10. NOTAS METODOLÓGICAS

✅ Evidência documental

  • Data da carta.
  • Origem londrina.
  • Destinatário Newton & Gordon.
  • Assinatura Robert Jackson.
  • Datas de receção e resposta.
  • Pedido de videiras Alicante.
  • Pedido de figueiras brancas.
  • Encomenda de 10 pipas de vinho da Madeira.
  • Referência à Jamaica.
  • Filigrana coroada GR.
  • Lacre original.

⚠️ Interpretação histórica

  • Identificação da filigrana como Georgius Rex.
  • Associação do papel a determinado fabricante.
  • Papel de H.I. nas transações.
  • Reconstrução detalhada da rota marítima.
  • Identificação heráldica do lacre.

Limitações

  • Ausência de marcas postais oficiais.
  • Fabricante do papel ainda não identificado.
  • Sinete incompleto.
  • Navio transportador desconhecido.
  • Necessidade de confrontação da filigrana com repertórios especializados.

Nível de certeza

Muito elevado para a identificação material, cronológica e documental da peça.

Moderado a elevado para as interpretações económicas e comerciais.

Preliminar para a atribuição específica da filigrana e do sinete.

terça-feira, 28 de julho de 2026

Carta Comercial Marítima de Londres para a Madeira e Jamaica (1766–1767): Transporte pelo Capitão Laird do Navio Thames. GB-CCM-1766-LON-MAD-JAM

 

Carta comercial pré-filatélica enviada de Londres para a firma Newton & Gordon na Madeira em 17 de novembro de 1766. O documento manuscrito contém instruções para o embarque de vinho da Madeira e caixas de citron destinadas a vários destinatários na Jamaica. Transportada a bordo do navio Thames, comandado pelo Capitão Laird, a carta apresenta papel vergé com filigrana heráldica coroada contendo o monograma “GR”, testemunhando as redes comerciais atlânticas britânicas do século XVIII e o papel da Madeira como plataforma logística entre a Europa e as Caraíbas.

1. IDENTIFICAÇÃO GERAL

Tipo de peça: Carta comercial marítima pré-filatélica manuscrita (letter sheet)

Origem: Londres, Grã-Bretanha

Destino: Firma Newton & Gordon, Ilha da Madeira, Portugal

Data da carta: 17 de novembro de 1766

Data de receção registada: 21 de março de 1767

Emissão filatélica associada: Não aplicável (período pré-filatélico)

Remetente: Murison & Atkinson, Londres

Destinatário: Newton & Gordon, Madeira

Entidades e pessoas mencionadas

  • Capitão Laird, comandante do navio Thames.
  • H. Mure Júnior, Jamaica.
  • Alexander Brown Esq., Kingston.
  • Thomas Bontein Esq., Kingston.
  • Theodore Stone Esq., Savanna-la-Mar.
  • Caldwell Estate, Jamaica.

2. DESCRIÇÃO MATERIAL E FILATÉLICA

Caracterização do suporte

  • Carta manuscrita sobre papel vergé de fabrico manual.
  • Folha dobrada servindo simultaneamente como carta e sobrescrito.
  • Escrita executada a tinta ferrogálica castanha.
  • Vestígios de lacre vermelho original.
  • Documento completo, conservando conteúdo e sobrescrito.

Filigrana (Marca de Água)

Presença: Sim.

Tipo: Filigrana heráldica coroada com monograma real.

Descrição

A carta apresenta uma filigrana de grandes dimensões integrada no papel vergé, claramente visível por transparência.

Elementos identificáveis:

  1. Coroa Real colocada no topo da composição, com ornamentos e pontas estilizadas.
  2. Monograma “GR”, visível sob a coroa e integrado no centro da filigrana.
  3. Cartucho oval decorativo, envolvendo o monograma através de volutas e motivos ornamentais curvilíneos.
  4. Estrutura heráldica simétrica, típica das marcas de água utilizadas em papéis de qualidade superior.
  5. Linhas de vergatura e pontusais bem visíveis, confirmando o fabrico artesanal do papel.

Interpretação material

A combinação da coroa real e do monograma GR é compatível com filigranas associadas a papéis utilizados no contexto britânico durante o período hanoveriano.

O monograma é geralmente interpretado como abreviatura de George Rex (“Rei Jorge”), designação utilizada pelos monarcas britânicos da Casa de Hanôver.

A presença desta filigrana sugere a utilização de papel de qualidade elevada, adequado à correspondência comercial internacional.

Estado de conservação

Bom. A filigrana permanece suficientemente visível para permitir a identificação dos elementos principais da composição.


Selos

Não possui selos postais.


Carimbos

Tipologia

Não se observam carimbos postais nem marcas administrativas postais.

Local

Não aplicável.

Data

Não aplicável.

Cor

Não aplicável.

Legibilidade

Não aplicável.


Outros elementos postais

Endereçamento

Mess.rs Newton & Gordon
Madeira

Anotações dorsais


London 17 Nov.r 1766
Mess.rs Murison & Atkinson
Rec.d 21 March 1767
Ans.d

Lacre

Vestígios de lacre vermelho no verso.

Marcas comerciais de embarque

O documento apresenta marcas mercantis destinadas à identificação das mercadorias:

  • M & A
  • M M
  • A B
  • T B
  • T & S
  • H M

Estas marcas permitiam identificar proprietários, consignatários ou destinatários finais das mercadorias durante o transporte e descarga.

Percurso indicado

Londres → Madeira → Jamaica (Kingston e Savanna-la-Mar)


3. ANÁLISE POSTAL E HISTÓRICA

Interpretação do percurso postal

A carta foi confiada ao:

Captain Laird of the Thames

O documento demonstra que a correspondência foi transportada pelo comandante do navio Thames, constituindo um exemplo clássico da circulação de correspondência mercantil através de capitães de navios.

Evidência documental

“This will be delivered you by our Friend Capt. Laird of the Thames…”

Interpretação fundamentada

É altamente provável que a carta tenha sido transportada como correspondência mercantil privada, sem intervenção direta de um serviço postal organizado.


Análise da filigrana e do suporte

A filigrana observada insere-se no grupo das filigranas heráldicas coroadas utilizadas em papéis de qualidade durante o século XVIII.

A presença da coroa real associada ao monograma GR constitui um elemento consistente com a utilização de papel produzido para mercados britânicos ou ligados aos circuitos comerciais britânicos.

A filigrana desempenhava funções de:

  • identificação do fabricante;
  • certificação de qualidade;
  • valorização comercial do papel;
  • proteção contra falsificações.

Constitui igualmente um importante elemento para a autenticação material da peça e para futuros estudos da proveniência do suporte.


Enquadramento económico

A carta constitui simultaneamente:

  • Carta de recomendação.
  • Ordem de carregamento.
  • Instrução logística.
  • Documento comercial.

A firma Murison & Atkinson solicita o embarque de vinho da Madeira e citron destinados a vários clientes da Jamaica.


Mercadorias encomendadas

Vinho da Madeira

São solicitadas diversas remessas do:

“your best Wine”

destinadas a:

  • Murison & Atkinson;
  • H. Mure Jr.;
  • Alexander Brown;
  • Thomas Bontein;
  • Theodore Stone;
  • Caldwell Estate.

Citron

A carta solicita igualmente:

“4 Boxes of Citron”

confirmando a exportação de produtos transformados da Madeira além do vinho.


Contexto histórico

A carta insere-se no período de expansão do comércio atlântico britânico do século XVIII.

A Madeira desempenhava um papel fundamental enquanto:

  • centro produtor de vinho de exportação;
  • escala marítima atlântica;
  • plataforma logística comercial;
  • elo entre Europa, América e Caraíbas.

A peça testemunha a integração económica da ilha nos circuitos mercantis do Império Britânico.


Contexto local

A firma Newton & Gordon surge como intermediária comercial estabelecida na Madeira e responsável por:

  • receber instruções comerciais;
  • preparar encomendas;
  • organizar embarques;
  • coordenar remessas destinadas aos mercados coloniais.

Dimensão temporal da circulação

Data da carta: 17 de novembro de 1766

Receção registada: 21 de março de 1767

O intervalo de aproximadamente quatro meses evidencia os tempos normais de circulação da correspondência marítima atlântica do século XVIII.


Relações com infraestruturas, transportes e economia

A peça documenta:

  • navegação mercante atlântica;
  • comércio do vinho da Madeira;
  • logística marítima britânica;
  • redes comerciais Londres–Madeira–Jamaica;
  • economia colonial das Caraíbas;
  • circulação internacional de produtos de luxo.

Percurso marítimo provável do navio Thames

Evidência documental

A carta informa que seria entregue por:

"our Friend Capt. Laird of the Thames"

e determina o embarque de vinho da Madeira e citron destinados a diversos consignatários na Jamaica.

Rota documentada pela correspondência

A informação constante da carta permite estabelecer com elevado grau de certeza o seguinte percurso comercial:

Londres → Madeira → Jamaica (Kingston e Savanna-la-Mar)

Interpretação fundamentada

A documentação demonstra que o navio Thames, sob o comando do Capitão Laird, participava numa operação comercial integrada na rede atlântica britânica. A Madeira surge como porto intermédio de carregamento, enquanto a Jamaica constitui o destino final das mercadorias identificadas na carta.

O documento testemunha a utilização das rotas mercantis que ligavam a Grã-Bretanha aos mercados coloniais das Caraíbas, com especial incidência na exportação de vinho da Madeira para consumidores e proprietários de plantações jamaicanos.

Nível de certeza

Elevado para a sequência Londres–Madeira–Jamaica, sustentada diretamente pelo conteúdo da carta.

Moderado para a caracterização desta rota como percurso habitual do navio, carecendo ainda de confirmação através de registos marítimos, designadamente do Lloyd's Register, Lloyd's List ou documentação portuária contemporânea.


4. TRANSCRIÇÃO DIPLOMÁTICA

Capa

Mess.rs Newton & Gordon
Madeira

Verso

London 17 Nov.r 1766
Mess.rs Murison & Atkinson
Rec.d 21 March 1767
Ans.d

Excerto principal

This will be delivered you by our Friend Capt. Laird of the Thames whom we take the Liberty to introduce to your Acquaintance & shall esteem any Assistance or Civility Shewn him as a Favour done to us.

We further desire that you will ship on board him M & A 1 Pipe of your best Wine for our own Use.

AB 1 Do deliverable to Alex.r Brown Esq.r at Kingston.

TB 1 Do deliverable to Tho.s Bontein Esq.r at Kingston.

T & S 1 Do deliverable to the Attorneys of Theodore Stone Esq.r at Sav.la Mar.

C 4 Boxes of Citron.

HM 1 Hhd Do for the Use of Caldwell Estate in Jamaica.


5. COMENTÁRIO INTERPRETATIVO

Factos observáveis

✅ Carta comercial manuscrita datada de 17 de novembro de 1766.

✅ Remetente: Murison & Atkinson.

✅ Destinatário: Newton & Gordon.

✅ Transporte pelo Capitão Laird do navio Thames.

✅ Registo de receção em 21 de março de 1767.

✅ Encomendas de vinho da Madeira e citron.

✅ Referências a Kingston, Savanna-la-Mar e Jamaica.

✅ Presença de filigrana heráldica coroada.

✅ Identificação do monograma GR.

✅ Papel vergé de fabrico manual.

Interpretações fundamentadas

⚠️ A correspondência integra as redes comerciais atlânticas britânicas do século XVIII.

⚠️ A circulação parece ter ocorrido através da estrutura mercantil do próprio navio.

⚠️ A filigrana sugere a utilização de papel de elevada qualidade.

⚠️ A combinação da coroa real e do monograma GR é compatível com papéis utilizados em contexto britânico durante o período hanoveriano.

⚠️ As mercadorias destinavam-se a clientes ligados à economia colonial jamaicana.

Aspetos que requerem validação adicional

  1. Identificação completa da firma Newton & Gordon.
  2. Reconstrução da atividade comercial da firma na Madeira.
  3. Confirmação documental da rota do navio Thames.
  4. Estudo das marcas mercantis de embarque.
  5. Quantificação económica das encomendas.
  6. Identificação completa dos destinatários finais.
  7. Identificação do fabricante do papel.
  8. Comparação da filigrana com os repertórios de Heawood, Churchill e Gravell.
  9. Determinação da variante exata do monograma GR.
  10. Estudo da proveniência do papel.

6. VALOR FILATÉLICO E CURATORIAL

Potencial para coleção

Muito elevado para:

  • História Postal Pré-Filatélica;
  • História Postal Marítima;
  • Madeira;
  • Comércio Atlântico;
  • Filatelia Social;
  • História Económica.

Potencial para exposição

Muito elevado em:

  • História Postal;
  • Open Philately;
  • Filatelia Social;
  • Património Documental;
  • História Económica Atlântica.

Potencial para publicação

Excelente.

A peça possui relevância simultaneamente:

  • postal;
  • documental;
  • económica;
  • marítima;
  • social;
  • colonial.

Potencial de investigação futura

Excecional.


7. SUGESTÃO DE TEXT ALT

Carta comercial pré-filatélica enviada de Londres para a firma Newton & Gordon na Madeira em 17 de novembro de 1766. O documento manuscrito contém instruções para o embarque de vinho da Madeira e caixas de citron destinadas a vários destinatários na Jamaica. Transportada a bordo do navio Thames, comandado pelo Capitão Laird, a carta apresenta papel vergé com filigrana heráldica coroada contendo o monograma “GR”, testemunhando as redes comerciais atlânticas britânicas do século XVIII e o papel da Madeira como plataforma logística entre a Europa e as Caraíbas.


8. CODIFICAÇÃO

Código Principal

GB-CCM-1766-LON-MAD-JAM

Tabela explicativa


9. REFERÊNCIAS

Fonte primária

Carta comercial de Murison & Atkinson para Newton & Gordon, Londres, 17 de novembro de 1766. Receção registada na Madeira em 21 de março de 1767.

História Postal

  • Robinson, Howard. The British Post Office: A History.
  • Daunton, Martin. Royal Mail: The Post Office since 1840.

História Económica Atlântica

  • Hancock, David. Oceans of Wine: Madeira and the Emergence of American Trade and Taste. Yale University Press, 2009.

Estudos de filigranas

  • Heawood, Edward. Watermarks Mainly of the 17th and 18th Centuries.
  • Churchill, W. A. Watermarks in Paper in Holland, England, France, etc., in the XVII and XVIII Centuries.
  • Gravell, Thomas L. A Catalogue of American Watermarks 1690–1835.

História da Madeira

Documentação comercial preservada no Arquivo Regional e Biblioteca Pública da Madeira relativa às firmas britânicas estabelecidas no Funchal.


10. NOTAS METODOLÓGICAS

Evidência documental

✅ Carta datada de 17 de novembro de 1766.

✅ Remetente identificado.

✅ Destinatário identificado.

✅ Registo de receção em 21 de março de 1767.

✅ Referência explícita ao Capitão Laird e ao navio Thames.

✅ Encomendas de vinho da Madeira e citron.

✅ Filigrana heráldica coroada com monograma GR.

Interpretação histórica

⚠️ Transporte privado por via marítima.

⚠️ Integração em redes comerciais britânicas.

⚠️ Relação com a economia de plantação jamaicana.

⚠️ Utilização de papel de elevada qualidade associado ao comércio internacional.

Limitações da análise

  • Ausência de marcas postais formais.
  • Percurso físico não comprovável integralmente apenas pela peça.
  • Identificação do fabricante do papel ainda não confirmada.
  • Necessidade de comparação especializada da filigrana.
  • Raridade não quantificável sem estudo comparativo.

Nível de certeza

Elevado para identificação, datação, intervenientes, conteúdo comercial e descrição da filigrana.

Moderado a elevado para reconstituição do percurso postal e enquadramento económico.

Moderado para identificação da origem exata do papel, atribuição da filigrana e reconstrução integral das redes comerciais envolvidas.